
Nada pior do que aquele cara que tira toda a emoção da tua narrativa com o anti-clímax. Lá está o sujeito, animado, contando sua história para um público relativamente disposto a ouvi-lo, quando surge o elemento castrante
Anti-clímax é aquele recurso utilizado ad nauseum na literatura, no cinema, no teatro, nas conversas de bar e em outras tantas formas de arte, em que o desfecho é dramaticamente diferente – ou o oposto – do esperado. Então temos em um romance de ficção, por exemplo, o protagonista descobrindo no último capítulo que o seu malfeitor era, o tempo inteiro, o fiel mordomo. No cinema, com certeza o melhor exemplo de anti-clímax está na frase "Luke, I'm your father". E por aí vai.
Na vida real, a coisa não é tão glamourosa. O anti-clímax, para os desprovidos da fama, se limita a uma quebra de expectativa cretina.
Exemplo 1:
No Shopping:
– Cara, mas que absurdo... Sabe quanto eu paguei nesses tênis?
– Quanto, R$ 500??
- Ahm, não, R$ 190...
Exemplo 2:
Para desespero do filho, o aniversariante do dia, o pai piadista abre o repertório antes de servirem o bolo, mas é interrompido pelo tio bêbado que arranca risos de todos:
- E aí, pessoal, o que é que pula, chora, engatinha e dança salsa?
- É o Hugo Chavez!!
- Hã?! Não, é o... ah, deixa pra lá.
Exemplo 3 (o último):
Mulher espetacular atravessa a rua, rente a dois rapazes na entrada da faculdade de Ciências da Computação. Com uma expressão de triunfo, o mais baixo e espinhento se pronuncia:
– Cara, tá vendo aquela ali?
– Tô! Mas o que.. Bruninho! Pô, não brinca comigo, Bruninho... Não vai me dizer que comeu?!!
– Aahm, não, mas ela me deu "oi" ontem.
que texto sem graca [/irony]
ResponderExcluirMe li ao ler este texto. Pelo menos tu não te chateia mais comigo. Hehehehe...
ResponderExcluiresse teu blog é muito sem graça...
ResponderExcluirele-me-fez-rir! ¬¬
esse blog foi abandonado ou é impressão?
ResponderExcluirse sim... uma lástima! u.u